Opinião: Os sul-americanos devem voltar a sua essência futebolística para voltar ao topo
18/12/2018 17:43 em Esportes

Por Victor Cunha

De novo uma equipe sul-americana é eliminada por um time de menor expressão no Mundial de Clubes da FIFA. Um tema que deve ser levantado para o debate. Os times e seleções da América do Sul devem repensar o futebol disputado em nosso continente.

Créditos: CBF/Divulgação

Não é a primeira vez que uma equipe filiada a Conmebol passa vergonha no Mundial. Em 2010, o Internacional conseguiu o feito de ser eliminado pelo Mazembe do Congo. Em 2013, o Atlético-MG foi despachado pelo time da casa Raja Casablanca do Marrocos. Além disso, vale destacar a vitórias apertadas dos sul-americanos por adversários mais fracos tecnicamente no torneio da FIFA.

Desde 2012, quando o Corinthians bateu o Chelsea por 1 a 0 que um time da América do Sul não levanta o caneco do Mundial de Clubes. Se acrescentarmos em seleções, há um intervalo ainda maior de títulos mundiais. A última conquista da Copa do Mundo fora há 16 anos com o penta em 2002.

Em momento constrangedor que acabara acontecer, deve-se refletir se ainda praticamos o futebol que nos fez ser relevante no mundo futebolístico. Devemos nos atualizar com os esquemas táticos utilizados na Europa, mas mantendo a essência da espontaneidade, improviso e alegria que sempre nos caracterizou.

Os sul-americanos ainda têm o problema de enviar os melhores e medianos jogadores para o Velho Continente. No entanto, os times brasileiros e argentinos, principalmente, tem investido valores cada vez mais altos ao longo das últimas temporadas. O Palmeiras receberá mais de R$ 80 milhões de patrocínio do grupo Crefisa/FAM, o Boca Juniors repatriou o atacante Carlos Tevez da Juventus-ITA que acabara de disputar a final da Champions League como principal jogador e o River Plate investiu mais de R$ 128 milhões em reforços para temporada 2018.

 

O futebol na América do Sul deve urgentemente ser refletido e analisado. O continente deve voltar a sua essência que fez o mundo inteiro se apaixonar, como por exemplo Pelé e Maradona. Retornar ao seu escopo que são baseados na habilidade, improviso, alegria e toque de bola.

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