O primeiro debate para o governo paulista não apresentou projetos para os eleitores
17/08/2018 02:09 em Política

Na corrida mais acirrada dos últimos 16 anos, os candidatos não aproveitaram o primeiro debate para apresentar propostas. 

Por Enio Ricanelo.

São Paulo- Após quatro eleições teremos no estado de São de Paulo o pleito mais acirrado dos últimos tempos. Skaff e Dória chegaram empatados tecnicamente para participarem, junto a outros cinco candidatos, ao primeiro debate realizado nos estúdios da Rede Bandeirantes, na zona norte de São Paulo, na noite dessa quinta (16). 

O maior alvo por parte de todos os candidatos foi João Dória, e principalmente, sua estratégia marketeira de "não ser um político". Apesar de ter deixado o comando da cidade de São Paulo no meio do mandato, como já fizera José Serra em outra oportunidade. 

Paulo Skaff adotou um tom ameno, fazendo pontuadas críticas ao modelo atual de gestão em várias vertentes do governo paulista. E recebeu na contrapartida duras críticas por fazer parte do partido de Michel Temer, o presidente mais impopular da história.  

O Medebista saiu pela tangente, garantindo que sua campanha não representa um partido, mas sim seus ideais. Viu seu discurso ser posto à prova quando Lisete Arelaro (PSOL) e Márcio França (PSB) apontaram que "se governa com partido". 

O PTista Marinho foi duramente atacado pelos escândalos de corrupção que tomam a imagem do partido. Lula também foi citado por adversários, e Marinho não teve força de argumentação para rebater os argumentos.  

Apesar do PSDB imperar no cenário político estadual, o último levantamento do IBOPE Inteligência apontou que nenhum dos candidatos venceria com mais de 50% em nenhum dos turnos. O que preocupa o partido tucano. 

Legado Desfavorável. 

Geraldo Alckmin deixou o governo paulista com apenas 36% de aprovação, a menor durante toda sua trajetória diante do estado. A avaliação desfavorável deverá prejudicar Dória, que representa o partido, e Márcio França, vice de Alckmin e atual governador. 

O clima entre os donos da herança já se apresentava quente antes do debate, durante ele a situação ficou ainda pior. A falta de palavra foi a mais utilizada pelos dois candidatos. Ambos, mesmo sendo adversários, serviram seus palanques para ajudar Alckmin no projeto nacional. 

Dória terá que trilhar uma estratégia certeira se realmente almeja chegar ao mais alto posto de São Paulo. O ex-prefeito deixou a capital com uma rejeição que supera à 47%, com uma aprovação de apenas 18%. Não cumprindo nem metade do plano de governo. 

Chance Desperdiçada. 

Apesar de se tratar de uma disputa pulverizada, os demais candidatos: Rodrigo Tavares (PRTB), Marcelo Cândido (PDT) e Lisete Arelaro (PSOL), não tiveram a oportunidade de debater ideias com os demais candidatos, já que o debate se tornou uma arena a partir do segundo bloco. 

Marcelo e Lisete, contudo, se destacaram pelo poder de argumentação e ideias apresentadas. Únicos a conseguirem desenvolver uma linha de raciocínio. A nota ruim ficou para Tavares, do partido de Levy Fidelix, que de tão nervoso, não teve a capacidade para apresentar uma argumentação convincente para o eleitor. 

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