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Jô: "Quem chegar, tem de se comportar bem dentro e fora de campo"
05/01/2018 - 15h15 em Esportes

Jô foi revelado no "terrão" do Corinthians e estreou no time principal com 16 anos, em julho de 2003. Ele retornou ao clube no fim de 2016 e marcou 25 gols em 2017, sendo 18 no Brasileirão. Com as suas duas passagens pelo Timão, ele disputou 179 jogos e marcou 32 vezes. Agora jogador do Nagoya Grampus, do Japão, Jô se despediu do Corinthians nesta sexta-feira, em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava.

 

HISTÓRIA NO CLUBE

– Minha história no Corinthians não começou em 2016, começou lá atrás, várias pessoas, o presidente. Tenho de agradecer a todos, se eu tiver de lembrar de todo mundo, é uma porrada de nomes. Só agradeço a Deus por ter me dado essa oportunidade num momento tão difícil da carreira. É um até breve. Foi tudo um pouco rápido, talvez alguns imaginassem que seria mais longo. Mas o futebol é assim, dinâmico. É um até breve.

 

RECADO PARA O SUBSTITUTO

– Quem chegar, tem de se comportar bem dentro e fora de campo. Muitas vezes, tecnicamente você não pode estar no seu melhor dia. Mas, pelos anos que tenho de experiência, você se dedicando e dando a vida, a torcida vai te abraçar e levar para onde quiser.

 

COPA DO MUNDO

– Seleção brasileira sempre vai ficar na minha meta, nos meus objetivos. Lá na Seleção tem profissionais capacitados. Independentemente do local em que o jogador esteja, o Tite já provou que olha para todos os lugares. Tenho de continuar fazendo meu trabalho, tenho certeza absoluta de que ele está observando. Talvez isso não fizesse eu ficar. Eu deixava meu futuro indefinido porque o futebol é muito dinâmico, você tem de viver o dia a dia. Procurei fazer isso para não expor ninguém. O Tite ainda está observando, e vou continuar com esperanças até o final.

 

VOLTA À ÁSIA

– O Japão é um país de primeiro mundo, e aí você começa a pensar na família, no meu filho que nasceu agora, na segurança, educação. Acabou chegando uma proposta irrecusável, tanto para mim quanto para o Corinthians. Agradou às duas partes, é um país com referências boas, já estive lá. Não tive como recusar. Vou ficar triste por deixar o Corinthians, mas o futebol é assim.

 

LEMBRANÇAS

– O momento de maior dificuldade foi no começo do ano, logo após aquele pênalti perdido contra o Santo André. Ali voltei para casa, conversei com minha esposa, muitos torcedores xingaram ela. Eu dizia para todos terem paciência que eu iria dar a volta por cima. Sempre tive respaldo de todo mundo, principalmente dentro do clube. Depois foi só alegria, o momento mais feliz foi quando concretizei os objetivos. Paulista, Brasileiro e artilharia. Fiquei muito feliz, mais uma vez entrei para a história do clube.

 

RETORNO AO TIMÃO

- Meu desejo sempre vai ser voltar para o clube. Sou corintiano mesmo, tenho certeza de que deixei as portas abertas. Então, sua volta é sempre tranquila. Aprendi muita coisa aqui no clube. Depois de ter me renovado como pessoa, coloquei em prática no clube que me deu a oportunidade. Aprendi muito como ser humano, lidar com as pessoas, ser exemplo, não só dentro, mas também fora de campo. Saio daqui hoje com um sentimento de satisfação e gratidão. Cresci muito como ser humano.

 

Foto: Marcelo Braga

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