Crítica: O Topo da Montanha
15/03/2016 11:43 em Cultura

 

 

Por: Emanuelle Gomes

 

     A tradução de Silvio José Albuquerque, da peça ´´O Topo da Montanha `` ganhou vida com direção de Lazaro Ramos, que também interpretou junto com sua esposa Taís Araujo, os personagens envolvidos na trama: O pastor protestante Martin Luther King e a camareira Camae.

     O cenário da peça foi o quarto 306 do Hotel Lorraine, onde Martin passou seu ultimo dia de vida, após seu discurso em Memphis, na igreja Mason, no dia 3 de abril de 1968 , onde fez seu discurso chamado I’ve Been to the Mountaintop , que deu origem ao título da peça.

     A peça mostra através de uma conversa informal entre duas pessoas, que por mas que um líder seja admirado, e reconhecido por lutar pelo que acredita eles são iguais a nós, eles sentem medo, e isso fica claro quando o personagem do Lazaro diz: `` Eu sou só um homem, eu sei disso. ``

    No palco foi construída uma estrutura de metal para simular um quarto, muito interessante, mas que em certos momentos dependendo do seu lugar, prejudica a sua visão, o que não é nada perto da emoção que a peça provoca. Há também um fundo neutro para que haja a possibilidade de passar imagens que causam uma emoção superior as expectativas.

     A peça se inicia com uma frase da mãe de Martin, contida em sua biografia: `` Você é tão bom quanto qualquer um. `` A utilização dessa frase mostra uma relação que foi buscada pelos atores e realizada que seria através da valorização da palavra, atrair a todos.

 

     A peça busca transmitir uma mensagem que somos iguais.Essa mensagem fica mais explicita quando focamos em algumas frases que são ditas no espetáculo, como quando o personagem do Lazaro pergunta `` Da onde vem o racismo `` , ou quando  a camareira interpretada por Taís diz a Martin: `` Você consegue amar aqueles que nunca te amaram.``  

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Foto: Lenise Pinheiro/Folhapress

 

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